terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os erros e a amizade.

Quando damos a alguém a condição de ser considerado um amigo, esperamos que essa pessoa faça a sua confiança valer a pena. Ás vezes isso ocorre com frequência, em outras nos sentimos inconformados com a falta de atenção, ou nos sentimentos traídos quando somos os últimos a saber de certa coisa, quando aqueles que amamos são sempre os primeiros.
Considero a pior forma de traição aquela que descobrimos ou sozinhos, ou pelos outros. É tão prefirível você falar o que está acontecendo, mesmo que seja uma coisa pequena, boba, do que descobrir do nada. É o baque junto com a decepção.
Mas acontece. E sendo sincera, na hora ficamos chateados, rola uma pequena briga, sem discussões. Cada um vai para o seu lado, sem trocar uma palavra e fica o dito pelo não dito. O que fazer a partir daí? Sim, foi algo pequeno que magou um pouco, porém rola aquela certa desconfiança. Será que é só isso que me foi escondido? E se tiver mais histórias por trás. Porém, aí que entra a memória, te fazendo lembrar dos tão poucos erros daquela pessoa, e você fica impressionada com o motivo estúpido para a briga.
E esse texto é um pedido de desculpas, não declarado. Porque, ás vezes, ficamos chateados com coisas tão pequenas, que na hora parecem o fim do mundo. Mas tudo passa, e logo ficaremos bem de novo. Afinal, o destino quando junta duas pessoas tão diferentes, é porquê não tem vontade de separa-las.

sábado, 6 de novembro de 2010

Doce Novembro.


''Chovia. Era sábado, era novembro. Atrás de qualquer palavra que disséssemos havia outras mais tranqüilas, porque tínhamos conseguido atravessar quase mais um ano inteiro...''

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Gente feia.

Eu poderia ter escrito esse texto há 5 anos atrás, quando ouvi um "você é a minha melhor amiga", e levei uma punhalada nas costas após 4 meses de amizade. Eu poderia ter escrito esse texto há uns 3 meses atrás, quando fiz um comentário sobre a falta de beleza de uma pessoa, e outra pessoa achou que era pra ela (depois te passo o link do blog por depoimento, amygha ;). Eu poderia ter escrito esse texto no começo do ano, quando fui ridicularizada após o ataque de nervosismo de uma pessoa, com um certo comentário meu. Ou eu poderia ter escrito esse texto ano passado, quando fui deixada de lado e saí como a ovelha negra da história.
Todas as situações descritas acima foram feitas por pessoas muito, muito feias. Mas não gente feia no aspecto fisíco. Mas sim, no pior lado, o interior. Gente mesquinha, ignorante e que acha que o mundo gira a sua volta. Gente que usa suas palavras contra você. Que te dizem tantas coisas que machucam, e que tentam acabar com a sua certeza de que pode-se dormir tranquila que não fez nada de errado....
Quando isso acontece te dá raiva, você diz coisas terríveis e seu punho lateja pedindo pra ser enfiado na cara de alguém. Mas quer saber? Isso passa! Passa a raiva, o desconforto. E você ri daquilo. Ri mesmo! Porquê rir alivia todas as tensões. Ou faz sexo, o que melhora mais ainda. Não importa, depois de dores na mão, dores no pescoço, e dor de garganta (por ter prendido tanta coisa), você ignora tudo isso e passa a rir das coisas que pensou, agiu e disse. Ri de ter pago na mesma moeda aquela traição. Ri de gente que achou que pisando em você ia te ter de volta, e acabou perdendo mais ainda. Ri de gente que se coça atrás de informações sobre a sua vida, e fica com raivinha quando não acha. Ri até daquele comentário estúpido sobre si que fizeram.
E sabe qual é a melhor parte? Você percebe que nem se incomoda com coisas assim. É claro que irritou no começo. Mas se falarem algo, você até faz graça e melhora a piada.
E sabe qual é a melhor parte disso tudo? Você sempre sai na melhor. Sabe a história do "prefiro ser temida do que ser amada"? Talvez seja isso mesmo. Paga pra ver. Tem gente que morre de medo e fica pianinho. Me vê, vira a cara, esconde a barriga (aquela, usada no golpe!), abaixa a cabeça (de vergonha mesmo!). Pior, tem gente que passa com ar de superioridade, e torce o pé ao tropeçar no salto imaginário quando vira a esquina. E ainda tem gente que me pede desculpas, acredita?
Mas tem cada gente estranha nesse mundo...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sobre o tempo e a sua rapidez.

Novembro chegou e trouxe todas aquelas festas de finais de anos que começamos a preparar antecipadamente. Agora, mais do que nunca, é o momento em que temos a certeza de que este ano está acabando. Pensamos como o ano passou rápido, e passa sim! Dizem que depois dos 15, os anos passam rápido. Então, seguindo este pensamento, aos 30, o ano passará enquanto você diz "feliz ano novo". Não que eu queira falar sobre idade. Eu quero sim, falar sobre a rapidez que certas coisas acontecem na nossa vida.
Vou usar um exemplo bem fácil: Há 4 anos atrás entrei no segundo grau. Quando tive minha primeira aula (com a maior vontade de sair correndo e ganhar o mundo), achei que aquela chatice ia demorar um século para acabar. E não demorou. Durou 4 anos e posso dizer que me ajudou a crescer como pessoa. Aprendi a diferenciar amigos de colegas, a saber o que falar e a quem contar. Aprendi que pessoas que você considera vão quebrar seu coração, e não importa se você ainda está machucada, ninguém vai te pedir desculpas. Aprendi também que é muito dificil encontrar um grupo que você se sinta bem. Durante 4 anos passei por diversas fases e posso, hoje, dizer que sou mil pessoas dentro de um só corpo. Demorei 4 anos pra ter a certeza do que eu queria no futuro. E descobri que o futuro é pura incerteza.
Novembro chegou, o Natal e o meu aniversário estão pra chegar. A formatura ta aí, batendo na porta, gritando e avisando que não vai demorar. O Enem já é esse final de semana. As provas pra faculdade estão chegando. E você aí, se perguntando porquê o tempo passou tão rápido. É, a vida acontece e você, se não tomar vergonha na cara, fica parado no tempo.
Novembro, seja bom com aqueles que lembro