sábado, 18 de dezembro de 2010

Nada por dentro.

Criatividade: s.f. Faculdade ou atributo de quem ou do que é criativo; capacidade de criar coisas novas; espírito inventivo: criatividade artística. (Dicionário Aurélio)

Infelizmente a criatividade não é vendida em garrafas, nas farmácias. Assim como seria bom se pílulas de vergonha fossem vendidas. Creio que seriam os produtos que muitas pessoas comprariam, mas não para elas, para os outros. Muitos ficariam contentes com esta criação, e o mundo seria mais feliz. Ou não.
O que me irrita entre todas essas pessoas sem um pingo de originalidade, é a capacidade de pegar características suas e por como se fossem delas. Você conhece uma pessoa de um jeito, uma semana depois outras pessoas dizem que vocês tem um jeito super parecido. Aquela pessoa conhece outra, e pega todo o jeito dela. Mistura com o seu e tcharam: Vira uma bomba!
Concordo que é nosso acabar pegando dos outros algumas girías, ou até o sotaque. Mas e quando uma pessoa se torna a outra? Ou melhor, não se torna porquê nunca será, mas decidi querer se passar por outra pessoa? E não precisa ser alguém fisíco não, existem pessoas que decidem querer ser igual a um personagem. Tem gente que não sabe diferenciar realidade de ficção. Acaba que a própria pessoa se torna uma farsa, e você nunca vai saber o que se passa por dentro daquela pessoa.
Mas aí que tá. Como saber o que se passa por dentro, se ela não tem nada para acrescentar? Se tudo o que vemos, ouvimos ou lemos daquela pessoa é que outra pessoa já falou aquilo? Como alguém pode interferir na nossa vida, se tudo o que faz é uma cópia, mal feita, de algo que alguém também já fez?
Começa com a maneira de falar, depois os gostos musicais, até a cor do cabelo! No fim, você não reconhece mais aquela pessoa que um dia você gostou tanto. Se eu quisesse um espelho, eu compraria um! Falta noção, e sobra ilusão em pessoas assim. Custa ser do jeito que você realmente é? Ou será que o que tem por dentro é tão podre, mas tão podre, que se mostrasse todos os que agora parecem te adorar iriam sair correndo?
Se o problema é querer ser amado, reconhecido, ou idolatrado (como tem gente que adora!), mostrar o que você realmente é pra pessoas que realmente gostam de você não vai diminuir os sentimentos. Mas pode ser que eles só gostem da casca, que nem é tão boa assim. Então eu posso concordar, que você não tem nada melhor mesmo para acrescentar.

domingo, 28 de novembro de 2010

O poder da palavra.

Você já desejou algo com toda a sua força e fé, e a conseguiu? Já correu atrás de algo e, quando conseguiu, sua alegria ficou bem clara para todos que te conhecem? Existe uma sábia frase que diz que quando desejamos algo com todo o nosso coração, o universo conspira ao nosso favor. E eu acredito nisso. Acredito também no poder do retorno. Tudo aquilo que você deseja pra alguém, retorna três vezes maior para você.
Viu como essas frases são inspiradoras? Você até se animou quando leu o primeiro parágrafo. Mas é pra se animar mesmo! Pra sorrir até pra aquela vizinha chata que reclama do seu gato. Essas frases te fazem refletir. E, talvez, quem me dera, consiga mudar um pouco seus sentimentos e te traga uma ar mais feliz e puro para respirar. Porquê tudo o que precisamos, ás vezes, pode ser apenas uma palavra de incentivo, de coragem: "Vai lá, pode ir que é seguro! Aguenta firme, você vai conseguir! Segue teu coração!"
Mas as palavras também podem te fazer mal, te entristecer, te machucar profundamente. Nada pior do que uma palavrada na cara. Um tapa, depois de algum tempo, a dor cessa. Mas e uma palavrada? As palavras machucam o que não tem remédio que cure, gelo que encoste. As palavras machucam o coração. Pode passar anos, você pode esquecer fotos, lugares, mas aquela palavrada fica ali, intacta. Como se nada pudesse cicatriza-la.
Por isso, desde sempre, temos que ter a delicideza do que magoa, e do que pode ser levado na brincadeira. Tem coisas que, para você, não são nada mais do que uma piada, mas aquilo pode magoar tanto uma pessoa, que seria impossível trazer aquela pessoa de volta ao que era antes. Ser sincero, não é sinônimo de inconveniente. Mais uma frase inspiradora: "antes de atirar a flecha da verdade, molhe sua ponta no mel". Não me perguntem de quem é, só sei que é um provérbio chinês que li num livro do Paulo Coelho.
Mas não quero falar de frases inspiradoras, mas sim do cuidado que devemos ter ao falar com alguém. Já fiz uma pessoa chorar com palavras que, para mim, não passavam de uma brincadeira entre amigas. No momento achei que fosse drama, pedido de atenção. Quando o tempo passou, tive a certeza que eu deveria ter sido mais delicada, e parar no primeiro pedido. Enfim, cuidado com o poder das palavras, elas sempre voltam pra você.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A solidão e suas consequências.

Eu vim falar sobre a solidão. Sobre sentir-se só. Sobre querer ser só.
Eu vim falar de coisas do fundo do coração, que não consigo compartilhar.
Quando você descobre que sozinha você pode se tornar melhor, ou pode até se divertir, ter alguém do seu lado, dividindo as situações e conversas bobas, acaba se tornando inútil. E tudo o que você antes precisava de alguém para fazer, hoje faz sozinha, e com o pé nas costas.
Durante muito tempo achei que isso era minha forma de escapar do mundo, de querer parar de quebrar a cara com amizades que sumiam como fumaça. E acabei me acostumando. Isso acabou virando a minha marca registrada. As pessoas que ainda não abandonei, me descrevem como "antissocial". Mas será que eu sou mesmo?
De vez em quando, me pego pensando que na verdade sou sociopata. Uma das várias características dos sociopatas é o grande talento de escrever. Sinto que me encaixo neste quesito. Mas, eu também não gosto de pessoas. Já me magooei muito, e quero distâcia. Me apego e elas sempre acabam me magoando. E não, eu não sei perdoar, muito menos esquecer. E não adianta correr disto, dá uma chance, ou qualquer coisa do tipo. Não vai funcionar!
Meu interior criou uma barreira pra qualquer pessoa que tente se aproximar. E eu nem ligo mais. Em alguns momentos, o que eu mais queria era poder ter alguém pra dividir esses sentimentos. Mas aí, depois do segundo gole de vodka, ou qualquer bebida mais forte, eu esqueço todo o meu sentimentalismo e volto a ser fria como um pedaço de gelo.
E eu cansei! Cansei mesmo de ser deixada e de deixar as pessoas. Eu só queria que algo durasse. Que eu pudesse ter um ombro amigo, uma conversa mais séria, e pudesse contar tudo o que se passa nesse meu interior caótico sem medo do que a pessoa vai pensar de mim.
Mas eu desisto fácil. E não vou ficar procurando por algo que eu sei que é impossível encontrar. Já desisti da palavra "amizade". Sempre volto a ficar sozinha...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

#ForeverAlone

Acho incrível a forma com que, aos poucos, fui ficando sozinha. Entendo que, talvez, minha natureza seja solitária, que eu precise ficar só para me entender, e compreender o mundo a minha volta. Porém, ás vezes, isso dói... É como um machucado recém cicatrizado que quando batemos em algum lugar, apenas dói um pouco. Ou quando tomamos uma vacina e alguém encosta ali, e a dor persiste, mas desaparece após alguns segundos.
E dói quando eu apenas queria um colo, ou palavras de incentivo, ou apenas uma conversa boba sobre o ontem, o hoje e o amanhã. Quando eu queria andar por aí, só rindo das pessoas na rua, e acabo sentada sozinha num banco de ônibus de volta pra casa. Quando eu queria contar uma novidade e só consigo contar quando já é passado. Quando eu queria contar algum pensamento sórdido, e ele acaba se perdendo no meu esquecimento. Quando eu queria ir ao cinema, e acabo vendo o filme meses depois, sozinha em casa.
Mas dizem que essas coisas são de momento. E são sim! Daqui há 15 minutos estarei novamente fria como uma pedra de gelo, ignorando qualquer sentimento que tente surgir, e pronta a bloquear a primeira pessoa que vier conversar no msn comigo. Então volto a ser aquela mesma pessoa que merece e necessita ficar sozinha. Pronta a esquecer todos esses sentimentalismos que tendem a aparecer quando está frio, ou quando me sinto carente.
Acabo me sentindo cada vez mais sozinha após escrever algo sobre esse sentimento, porquê no final eu apenas redescubro que a culpa é minha. E eu não farei nada pra mudar isso.