Você não vê, mas eu te observo o tempo todo. Tenho descoberto as cores do seu mundo para ajudar quando você me pedir pra colorir os espaços que você tenta manter vazios. Revivo suas histórias e choro por palavras que nunca foram ditas a mim. Criei memórias com apenas o pouco que você deixou exposto e me inclui em momentos nos quais você nem imaginava que eu existia. Me peguei remexendo seu passado, investigando sua dor e me apaixonei por tudo aquilo que descobri. Se você for mesmo tudo o que li, que sorte a minha ter te encontrado. Mas que infelicidade não ser o momento certo. Temos tudo para sermos incríveis, como posso te fazer compreender?
Eu entendo a sua dor, seu medo. Eu estive no seu lugar tantas vezes antes. Quando nos conhecemos, eu ainda estava assim. Mas então, vi no seu sorriso que eu poderia ter achado um bom lugar para descansar das dores da vida. Que no espaço do teu peito, encaixo minha cabeça perfeitamente e ainda posso levantar pra te olhar mais um pouco.
Como não percebe como te olho? Como tento te enxergar mais além. Como me infiltro no que não quer deixar transparecer e vou tentando marcar meu território. Quero ser tua de formas incontáveis mas você não me segura com a mesma vontade. Se você se soltar e decidir cair nesse penhasco, vou ser tua proteção. Sentimentos são quedas livres, e o mais importante é saber que terá alguém pra te segurar no final. E aqui estou eu. Me doando para ser teu paraquedas, teu colchão de ar, colete salva-vidas, ou somente tua proteção. Segura a minha mão e serás livre pra ir e ter meu colo para voltar. Você tem me feito sentir vontades românticas. Quero colocar meu vestido mais bonito e dançar contigo até cansarmos. Depois podemos cair na tua cama de solteiro e descansar o resto do dia, nos braços um do outros. Trocar juras apaixonadas a luz do luar, naquele momento da noite onde se faz o silêncio mais profundo. Encaixar nossas bocas, nossos corpos, tentando nos transformar em um só pois já não quero viver mais em mim. Quero viver em ti, contigo, ao teu lado, sendo somente feliz.
A dor da procura após tantas decepções pode acabar se olhar bem no fundo desses olhos apaixonados. O sentimento de certeza pode ainda não existir, e pra isso temos que tentar. Quero te olhar mais profundamente, descobrir teus medos e me abrir de forma intensa. Desnudar tua alma e me livrar das minhas vergonhas e timidez. Ser só tua nesse espaço pequeno e ser só tua mundo afora. Sermos um do outro em todo o universo.
Hoje quero te contar sobre as cores dos seus olhos, a maciez do seu cabelo e a minha vontade de te abraçar quando a saudade bate. Quero te falar que estou caindo nesse buraco de coelho que chamamos de paixão e te perguntar se você me acompanha nessa jornada. Hoje quero ser só tua embaixo das cobertas enquanto o mundo se acaba lá fora. Hoje quero você
domingo, 31 de maio de 2015
sábado, 9 de maio de 2015
Alguém para dividir a pizza
Sábado, dia considerado por mim o dia oficial de pizza. O dia de olhar aquele cardápio com uma variedade suculenta e escolher a mesma opção de sempre, calabresa. Sei que há tantos outros sabores mas, poxa, a simplicidade que me conquista. Talvez eu até aceite uma metade diferente, ou um outro sabor pra sair da rotina. Mas já tenho uma opção favorita, favor a respeite.
Mas a dor começa já ao pegar o panfleto da lanchonete escolhida. Falta a discussão sobre ir a pé ou pedir delivery, qual tem a massa mais fina e borda crocante, e o queijo? Normal queijo com o gosto da pizzaria da esquina? Dessa vez liga você. Vai. Odeio falar no telefone, você sabe. Mas você ainda não sabe, não há um você pra discutir que guaraná é melhor que coca. Minha mania de sábado não deveria ser reflexiva, não deveria existir essa falta de alguém. Pizza deveria me completar, e não me tornar solidária, querendo dividir igualmente as fatias mesmo sendo péssima em cortar mais que quatro pedaços.
Adoraria alguém pra escolher o filme; ou ganhar uma aposta feita sobre quem ganharia o jogo e pagaria dessa vez; ou só sentar na cama e rir enquanto saboreamos o pedido feito para dois. Deixa as azeitonas pra mim, se não gostar. Sobrou esse pedaço meu, quer? Não quero ficar em casa hoje, vamos encontrar um lugar novo. Quem sabe eles deixam ketchup e maionese na mesa. Podemos passar o dia da pizza para terça, quarta, quinta, o dia que melhor encaixar na nossa vida e que você decida aparecer.
Eu não quero a metade da minha laranja, cara metade, alma gêmea. Só alguém pra dividir a pizza já seria bom.
Mas a dor começa já ao pegar o panfleto da lanchonete escolhida. Falta a discussão sobre ir a pé ou pedir delivery, qual tem a massa mais fina e borda crocante, e o queijo? Normal queijo com o gosto da pizzaria da esquina? Dessa vez liga você. Vai. Odeio falar no telefone, você sabe. Mas você ainda não sabe, não há um você pra discutir que guaraná é melhor que coca. Minha mania de sábado não deveria ser reflexiva, não deveria existir essa falta de alguém. Pizza deveria me completar, e não me tornar solidária, querendo dividir igualmente as fatias mesmo sendo péssima em cortar mais que quatro pedaços.
Adoraria alguém pra escolher o filme; ou ganhar uma aposta feita sobre quem ganharia o jogo e pagaria dessa vez; ou só sentar na cama e rir enquanto saboreamos o pedido feito para dois. Deixa as azeitonas pra mim, se não gostar. Sobrou esse pedaço meu, quer? Não quero ficar em casa hoje, vamos encontrar um lugar novo. Quem sabe eles deixam ketchup e maionese na mesa. Podemos passar o dia da pizza para terça, quarta, quinta, o dia que melhor encaixar na nossa vida e que você decida aparecer.
Eu não quero a metade da minha laranja, cara metade, alma gêmea. Só alguém pra dividir a pizza já seria bom.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Sinônimo da Dor
Quem
me encara assim meio de longe, já percebeu. Enquanto o metrô que eu
perdi sai da estação, aquele alguém que estava dentro do vagão, sentiu.
Ela estava encontrando coisas novas e caiu nos meus textos, também viu. O
moço que segurou minha mão, preferiu não me incomodar. Não há como
esconder a dor. Não existe fórmula mágica que fará você colocar todo seu
sofrimento dentro de uma caixinha e jogar no fundo do mar. Vai
continuar batendo ali. Como se, a cada desvio do destino, seu dedinho
encontrasse a quina da desilusão. Pode ir até a farmácia mais próxima se
quiser, não há remédio existente pra curar essa amargura que decidiu
brotar no seu coração. O que me resta, meu bem, é sofrer.
Meu
copo está cheio e o sorriso, vazio. A carteira lotada e não me traz uma
alegria. Tá vendo aquele pôr-do-sol? Eu até aplaudiria, mas eu sei que
ele levanta e desaparece apenas por obrigação. Compartilho do sentimento
dos astros, que aparecem, fazem seu espetáculo e precisam ir embora pra
outro alguém apreciar. Então volto no outro dia, tentando te agradar
mas você se acostumou e não te interessa mais a minha beleza. Há tantas
outras maravilhas para explorar. E há tantos outros que virão a me
admirar, outros lugares para conhecer, outros aplausos para receber. Mas
nenhum, infelizmente, se compara a você.
Prometo que vou me despedir dos meus sentimentos. Já organizei meus pensamentos e percebi como consegui agir indelicadamente com o que só interessava a nós. E desfazendo esse contrato, que só possuía promessas feitas no calor dos nossos momentos, te entrego a rescisão do nosso relacionamento. Lhe dou todo o meu sentimento que fora um dia tão grande e sufocante e fico com a certeza da sua não volta. Que o tempo se encarregue de me curar e, por enquanto, vou levando a dor como um sinônimo de amor.
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