sexta-feira, 20 de julho de 2018
Veneno
Você destruiu minha vida, ainda que isso pareça ser dramático demais. Você destruiu aquela vida que eu tive, aquela quem eu era e nunca voltarei a ser. Eu me perdi de mim mesma enquanto lutava com a camisa de força que era o seu abraço.
Foi exaustivo e ainda é. Eu tento encarar essas suas tentativas de reaproximação como algo triste, tentando por pena no que você se tornou. Mas eu sei que não está preso num sentimento que sei lá se um dia existiu.
Você quer continuar tendo seus poderes sobre mim. Viu que remontei meu castelo de cartas e quer destruir com o sopro do que restou de mágoa. Saber que não há espaço para você na história que agora escrevo plena e tranquila, rasga a sua carcaça e você só quer atacar com o que ainda acredita que me machuca.
Mas eu tomei o antídoto e você é apenas um ser inofensivo. Cuidado ao se aproximar com ódio que eu te esmago a cabeça pra ficar em paz.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Amor meu,
Feliz 1 ano.
sábado, 27 de agosto de 2016
Olha, eu bebi seis litros de cerveja. E isso, pra mim, não è nada. Outros estariam ligando pros seus ex desesperados, dizendo que querem voltar. Jogados num canto de um bar qualquer, dizendo que cansaram do amor. E eu to aqui, sem a ajuda do álcool (ok, ele pode ter ajudado um pouco) só pra dizer que gosto de você. Não foi difícil, nem doeu. To ótima aqui. Não é loucura de gente bêbada, veja bem. O que eu faço é só vomitar. Limpar meus fluídos é muito mais digno do que jogar fora meu orgulho. E você sabe que já deixei explícito seja 05 da manhã, 01 da tarde ou às 22 de uma sexta a noite. Enquanto todos estavam em braços desconhecidos, eu não queria nem me aproximar de seres humanos levemente atraentes. Você não me pediu exclusividade ou monogamia, mas sou sua já vou deixando bem claro. E por isso, quero só você. Não me interessa o ruivo irlandês barbudo que queria ms conhecer, ou o menino do outro departamento da empresa que tira o ar das minhas amigas ao passar. Muito menos o meu cantor favorito, nem a suposta garota dos meus sonhos (por que não?). Eu quero você. Lê três ou sete vezes se for necessário. Você. Tá escrito teu nome bem na minha testa ou seria na cara apaixonada que fico quando teu nome surge na tela do meu celular?
Sei lá, achei que seria bom te dizer que um mês depois de tudo começar e parecer que aprendi a beijar beijando você porque sua boca encaixa perfeitamente na minha. É bom escutar numa sexta, de lua minguante, que alguém tem um sentimento crescente por você. É isso.
domingo, 17 de julho de 2016
A flor mais bonita do jardim
É.
Então voltou seus olhos pra mim, e disse que quando conseguiu entender que havia caído e estava sentindo dor, você não gritou. Você voltou seus olhos pra flor mais linda do jardim, e percebeu que não era lilás a sua cor favorita. A sua cor favorita era o vermelho do seu sangue sobre o lilás daquela flor que hoje você nem acha mais tão bonita assim. Culpa a dor que sentiu pela diminuição da apreciação. Quando a gente sente dor, o sentimento diminui, sabe?
Sei.
Encostou suas mãos na minha e disse que o vermelho do meu cabelo foi a certeza que te fez ficar. Eu tinha tantas qualidades pra te oferecer e você ficou com medo de ir atrás disso, e acabar com 3 pontos multiplicados por não-sei-quanto, só que no coração. Mas quando abriu os olhos depois daquela nossa noite, a sua cor favorita era o vermelho dos meus cabelos encostados no teu peito. E foi a coisa mais linda que já me disseram. Eu segurei as lágrimas, enquanto você fingia não reparar que havia quebrado a camada mais dura do meu coração. Quando deslizou seus dedos tirando a minha blusa, viu a tatuagem de rosa e percebeu que eu era a flor no alto do jardim que você precisava arriscar. Tudo bem se doer, eu vou cuidar. Você decidiu que não queria me arrancar do alto do jardim, que eu estava exatamente onde deveria estar. Eu sou a flor mais bonita do meu jardim, e você aquele que me faz desabrochar.
Retorna
Eu passei todos os 34 dias que passamos separados pensando em alguma forma de te trazer pra minha vida outra vez. Eu tinha prometido e jurado que não te queria mais. Eram muitas diferenças de opinião, eu era tão liberta e você tão conservador. Futebol, religião, política e distância. Tantos fatores me levando pra longe e eu só te queria por perto mais uma vez.
Mandei aquela mensagem com o coração na mão, e os olhos nervosos. Escrevi algumas centenas de vezes o melhor "olá" que conseguia pensar. Como te dizer que fui estúpida? Como te dizer que eu deveria ter te entendido e que conseguia passar por cima das nossas diferenças porque o seu beijo tem o gosto do meu querer? Depois de ter largado o celular e desligado a internet algumas vezes, tentando fugir dessa vontade de te procurar, finalmente enviei o que achei melhor. Corri pra debaixo do cobertor e fiquei olhando fixamente o teto. O que eu estava fazendo? E se você já estivesse com outra pessoa? E se terminar aquele romance que estava no começo, porque eu queria mesmo era você, foi outra atitude impensada? Traz teu sorriso de bom moço que eu esqueço tudo o que aconteceu.
E você trouxe. Em emojis e em bares. Me pegou pela mão, me levou pra dançar, tirou meu vestido e me fez sua. Sentou do meu lado, riu da nossa falta de diálogo, me pediu pra não bancar a princesa de gelo e acariciou meu rosto. Escolheu a cerveja que me agrada, acendeu um cigarro e levou meu coração pelas ruas da Lapa. Colocou os óculos na mesa e me apresentou outra vez aqueles olhos castanhos que brilham com a intensidade das estrelas. Contou uma piadinha, implicou com a minha posição política e me beijou a boca.
Olá! Será que esse lugar reservado no teu coração já tem nome na lista, ou eu posso colocar o meu? Se fechar até ás 17h, eu ainda tenho tempo. Se já estiver fechado, avisa que ninguém vai vir mais e eu sou a primeira da fila. Espero que essa mensagem não chegue atrasada que nem a última que enviei, e que a internet colabore, e que seu celular continue funcionando, e que não haja mais nenhum imprevisto. Eu vou ficar aqui e arrumar um tempo no meu dia, pegar cinco ônibus se for necessário, e deixar a rixa dos nossos times lá fora. Ainda quero conhecer sua história, falar sobre primeiras vezes e fingir que serei sua última. Me beija a boca quando fico nervosa, não me deixa falar demais pois assim posso estragar tudo. Fica aqui que vai começar a chover daqui a pouco, e o teu abraço tem cheiro de proteção.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Vazios
Deixo o sabor do meu sorvete favorito para você, assim como deixo nossa canção também. Uma hora o sorvete ou a música podem funcionar com outra pessoa, comigo só piora a situação. Fingiremos sutilezas quando, na verdade, queimamos em chamas por dentro. Mas manteremos a classe. Somos apenas dois seres humanos, cheios de sentimentos, ressentimentos, medos, ânsias e sonhos que se encontraram, apaixonaram-se e agora tornaram o sentimento imortalizado em forma de estrela.
Agradeço seu telefonema, agradeço a tarde maravilhosa que passamos juntos, agradeço sua dedicação em tentar me deixar confortável como toda a situação complicada. Agradeço também o fato de ter me deixado comer metade das suas batatas apenas para me ver sorrir. Tem tanta coisa doce e satisfatória em você que me recuso a tentar entender porque não demos certo. Obrigado pelo álcool compartilhado e os cigarros que fumamos durante tantas horas de conversa, meu fígado e pulmão realmente não me são mais importantes perante esta nova fase.
Mas se ainda não tiver jeito e a vontade de ficar permanecer e se tornar mais forte do que a vontade de descobrir novos continentes, me deixa permanecer no espaço do teu peitoral, que tanto me abriga bem. Só não deixa o espaço entre minha loucura e desfuncionalidade, vazio. Porque, ainda que não pareça, sou tão cheia de vazios incertos que a minha debilidade deveria ser atestada. E minha certeza, contestada.
domingo, 8 de maio de 2016
Através do espelho
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Timing
quinta-feira, 24 de março de 2016
Deserto K
Mal me curei dos machucados antigos que você havia me proporcionado e já havia novas feridas em aberto. Você nunca me deixa cicatrizar. Rasga minha pele e leva meu coração sem dificuldades. Esquece em cima da sua mesa de cabeceira, e eu fico sem chão. Me devolve sentimentos surrados, que já não cabem mais em mim. Sou um todo que vira nada só de imaginar seu toque.
Num deserto de relações fragilizadas, eu encontrava em você a saída pra minha solidão. Descobri vazio, e meu grito sem resposta ecoando nessa imensidão. Agora vivo essa solidão paralela, vendo areia onde deveria ter sentimentos. Você acabou com as minhas esperanças e as enterrou sem mapa para o tesouro. Tem sido doloroso, mas vou saber sobreviver.
terça-feira, 22 de março de 2016
Alcatrão, Nicotina e Seu Sorriso
Não sei quando esse vício começou. Um dia você estava lá e eu quis experimentar. Nossa primeira vez não foi uma boa experiência. Algo me incomodava, minha pressão caiu e atacou minha asma. Tentamos outras vezes, e melhoramos. Você começou a diminuir minhas ansiedades, seu cheiro ficava pela minha pele. Ninguém entendeu como nos envolvemos. Eu parecia querer distância e agora, quando tento me afastar, volto com ainda mais vontade. Tentando compensar a falta que fez durante os dias longe.
Quando não te procuro, compro um maço. Enfraqueço e checo meu celular. Nada seu. Desiludida, acendo um cigarro. Passam as horas , a vontade de ser sua outra vez me consome. Pausa pro café e agora era você que eu queria encostando meus lábios ao invés desse copo plástico. Chego em casa, deito na cama. Nenhuma notícia sua. Você desapareceu como fumaça. Acendo outro cigarro, tentando acalmar meu corpo, relaxar meu peito.
Talvez eu não te ame. Talvez eu ame os efeitos destrutivos que você causa em mim.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Vai com deus
Talvez eu seja mesmo sincera demais, talvez eu até queira me impor de forma mais agressiva. Fui silenciada várias vezes de várias formas tantas vezes antes da sua aparição. Talvez você tivesse gostado da menina de 16 anos que faria tudo pra te agradar. A mulher de 23 que hoje sou, faz o que quer. E te agradar não é a minha prioridade no momento. Fazer elogios, dar carinhos e bater um papo descontraído é porque gosto de você. Mas se o que eu sou não te faz gostar bem desse jeitinho de mim, não vou me mudar pra ter você por um tempo a mais. Em alguma hora minha essência forte e destemida ia explodir no meio da sua cara, e teria a força de um furacão. Vamos fazer um bem pela humanidade e evitar uma catástrofe.
Eu quis muito saber onde poderíamos parar. Eu imaginei histórias, sonhei mais alto que poderia voar. Eu me entreguei de verdade a esse sentimento que apenas havia plantado uma semente. Poderia crescer forte no meu peito, mas eu preferi arrancar pela raiz. Não que você não seja bom, você é ótimo. Mas não pra mim. Não agora, não hoje, não nesse meu momento. Não até você perceber que não há como mudar o que sou. Não enquanto você insiste que sabe tanto de mim. Não, você não sabe. Não, você não me conhece o suficiente. Não, eu não quero suas conclusões precipitadas de pessoa racional demais. Você conheceu o que eu te permiti conhecer, mas não derrubou nenhum dos meus muros. Eu sou uma pedreira e você não possuía munição o suficiente pra me demolir. Na verdade, quando tentou me atacar com as palavras, derrubei alguns pedregulhos pra te mostrar minha força real. E você se afastou, como sempre aconteceu.
Eu já me acostumei com esses finais, e agora é a hora que eu tento recomeçar outra vez. Eu errei algumas vezes quando pensei que segurando alguém, faria esse alguém ficar. Eles só ficam quando querem, e eu não tenho paciência pra esses dramas românticos de relacionamentos do século XXI. Eu quero, você quer? Então é isso que vamos ter. Eu não vou esperar uma decisão que nunca vem, eu não vou esperar seu telefonema que nunca acontece, seu "bom dia" que nunca chega. Não há espera quando não há motivos. Eu até emiti algum tipo de som, mas seu silêncio rasgou todas as folhas com palavras doces que escrevi sobre nós dois.
Foi bom enquanto durou. Talvez ainda haja esperanças da sua volta, da sua permanência, de você me querer por tudo o que eu sou e não pelo que a sua imaginação criou. Se aí sim, quando você aceitar que sou fortaleza e não aquele ser raso que pensava, poderemos recomeçar. Mas por enquanto você pode ir levando sua mala e me deixando ser o que eu sempre fui: EU.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Sem luz, com amor.
Alguns dias serão mais difíceis para conseguir toda a sua plena atenção, sei que a vida anda ocupada e os dois estão cheios de trabalho pra entregar. Mas não vou reclamar se fez ou outra São Pedro se juntar a companhia de energia e nos desligar de toda essa tecnologia. Vou poder te falar como você fica bonito a luz de velas enquanto me beija os seios. Você vai elogiar cada curva do meu corpo, principalmente o sorriso que surge quando me fala essas coisas. Vamos viver esse amor na sua mais pura essência, como duas crianças descobrindo jardins secretos. E depois voltaremos, junto com a luz, as nossas tarefas de adulto. Eu sei que te amo porque vivo na espera de ser tua toda vez. Eu sei que você me ama porque sempre me faz sua antes de qualquer outra coisa. E nos basta esse amor, com barulho de chuva e pouca luz.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Ghosting
Hey sumida. Número bloqueado.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Paraíso Particular
Não sou seu porto seguro, nem ele é o meu. Ele é tudo que me faz tremer e ficar nervosa. Não consigo me conter. Tenho ciúmes, quero segurar sua mão no meio do bar e mostrar que estamos juntos. Mas o deixo livre. Ainda que a sua liberdade signifique a minha queda. Só que me manterei de pé, ele não precisa saber o que faz internamente comigo. Deixo apenas meu gosto na sua boca e me levanto da cama.
Ele me abraça por trás e sinto sua boca percorrer meu pescoço exatamente como a gota que observo escorre pelo vidro. Delicado e sutil, poderia significar nada. Mas significa tudo pra mim. Eu caio nos seus braços e volto pro meu paraíso particular, onde ele é a divindade pela qual fico de joelhos e faço pedidos ofegantes. A chuva continua lá fora, mas aqui só sinto um calor crescente.
Vem, meu bem.
domingo, 24 de janeiro de 2016
Insisto
«Silêncio»
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Gasolina
>> O mesmo final clichê de um filme alternativo.
Você chega, me apresenta um mundo tão divertido. Me beija ao lábios, diz poesias no meu ouvido, conhece meu corpo, segura minha mão, promete que vai ficar. Te acaricio ao cabelos, escrevo sobre teu sorriso, me perco nos seus olhos, te dou todo prazer, acredito. Você me ignora, não me procura, depois diz que a culpa é minha. Faz cena de pessoa difícil, eu faço a personagem psicótica. Me acalmo e você engrossa a voz. Não me pede desculpas e a minha ansiedade de te falar tudo o que tenho preso na garganta. Olha o que fez comigo! A culpa foi sua, eu nunca disse que ia ficar. Você entrou revirando a minha vida e decidiu sair como se tivéssemos sido nada. E fomos.
>> Então eu saio de cena, luzes se apagam e o cenário muda.
Você está feliz, há alguém mais divertida, que agora faz exatamente tudo o que disse que nunca faria comigo. Vocês estão juntos na luz do dia, eu só fui sua no escuro de um quarto de motel de uma praça qualquer. Eu sento na mesa, os lábios vermelhos e sorriso falso. Peço um copo e acendo um cigarro. Ela segura sua mão e te beija, você não se incomoda. Não diz que prefere ser discreto, não se afasta, não pede pra irem pela outra saída. Me dói de formas como eu nunca pensei que poderia doer, mas sempre disse que era forte e aguento firme. Meus amigos me dizem pra ignorar, que vou encontrar alguém melhor. E eu sei.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Sabe, eu me pego olhando nos seus olhos com uma vontade de invadir sua alma e conhecer seus segredos. Eu quero discutir sobre tudo e cair de rir quando você solta alguma piada fora de hora. Mas será que você faz isso? Eu apenas tenho pensado, imaginado e nada se concretiza. Vem aqui, senta do meu lado nessa mesa de bar e me conta seu passado. Ou não conta. Continua alimentando essa minha curiosidade. Seja esse mistério que me atiça e me faz querer ficar mais. Eu esqueci como voltar pra casa, me mostra o caminho da sua? Fala o que gosta em mim, toca onde mais te agrada. Faz algum movimento que me diga que eu posso sim ser mais do que uma diversão passageira.
Menino, como eu quero preencher teus dias com os meus sorrisos bobos e poesias melosas. Quero deitar na tua cama e só levantar quando as obrigações diárias mandarem. Eu quero tanto ser sua, mesmo sabendo que você nunca será só meu. O que me diz isso? Esse teu gosto de perigo! Mas me entrego a ele. Quero conhecer todo teu veneno, me embriagar com teu corpo e percorrer essas curvas tortuosas. Paixão avassaladora é o que você me faz querer. Incrível, eu sei. Tão pouco e já me tem de todos os jeitos.
Então agora é com você. É você quem decide se devo investir nessa história conflituosa, ou se devo fugir deixando em aberto um poema que tinha tudo pra ter um final mais interessante. Fica aqui agora, dança um bolero ou só faz essa graça que é me olhar escondido quando eu finjo que não estou vendo. Não, não foge agora. Você sabe que também te desperto essa vontade de descobrir como isso irá terminar. Então vem, traz você que o resto deixamos nas mãos do destino.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Poderíamos ser, mas nunca fomos
Só que o peso da armadura triplica, fica difícil recolocar da mesma maneira e acabo criando barreira maior. Mas logo depois você voltou. Como quem não quer nada, magoado. Se interessou por outro alguém, eu entendo. Eu não me interessaria somente por mim também, não se preocupe. Pode chegar, eu sirvo bem pra curar corações partidos. Mas vai ser difícil me entregar outra vez. Você diz que tudo bem, mas não quer essa distância. Quer nossas conversas, nossos risos. A intimidade que criamos. Eu também andei por outros terrenos, posso voltar a te dar atenção. Não foi o único que errou.
Chega me dando mais carinho, faz os elogios certos. Abrindo rachaduras no gelo que reveste meu peito, mostrando todo seu calor. Eu resisto e me envolvo com outro alguém. E te conto, pra doer na sua carne o quanto doeu pra mim aquela outra vez. Eu não te contei, mas sou vingativa. Acontece. Você não gostou, ficou magoado. Falou demais, atacou e disse que não sabia mais o que fazer. Então decidi te contar que doeu te mostrar meu interior e ver você se interessando por outro alguém. Depois doeu ter servido pra ouvir sua dor, secar suas lágrimas e te oferecer um colo. Você me pede desculpas, não sabia que eu tinha aberto uma fenda no meu peito que deixou você bagunçar tudo. Vamos ficar bem?
E eu me permito outra vez retirar o casaco de metal que uso para que sorrisos como o seu não perfurem meu coração. Logo depois você aparece em vídeo, com aquele cigarro no canto da boca e aqueles lábios que foram desenhados pros meus. Fui atingida outra vez. Fraca. Fraca. Isso que eu repito algumas vezes enquanto você me faz seu brinquedo favorito. Tem meus beijos, tem meu carinho, percebe minha vontade de te fazer ficar. Mas nunca fica. Aqui não é lugar de pouso. Apenas um lugar de emergência pra decolar, depois que alguma viagem não deu certo. Joga as suas bagagens emocionais e segue a vida, deixando todo o peso e amargura. Volta pro céu. Você e seu sorriso de lábios desenhados, eu e essa armadura pesada. Quem sabe um dia você não se decide e fica.
sábado, 29 de agosto de 2015
Ela não quer mais dançar.
Hoje ela quer beber sem medo, sorrir sem medo, dançar sem medo. Ela quer sua mão na cintura, seu olhar protetor e seu abraço forte. Quer dividir o copo, o espaço e pedir seu colo quando se sentir cansada. Quer voltar ainda hoje pra casa, sua ou a dela, tanto faz. Não fale nada sobre dinheiro, tempo ou distância hoje. Quando ela dança, nada mais disso vai significar algo pra você, meu amigo. Todos os planetas de alinham e ela se torna a estrela mais importante da sua constelação. Ainda que não tenha compasso, a acompanhe. Mesmo que acabem rindo no final. Mas segura a mão dela, beija o cangote, diz que todos estão a olhando e como você se sente orgulhoso por poder dizer que ela é sua.
Ela poderia estar com qualquer outro cara, mas ela quer terminar essa noite na sua cama. Hoje ela quer alguém que confie nela, mas que sinta uma fagulha de medo em deixá-la sozinha por dois segundos, porque sabe que ela pode encontrar um outro alguém mais interessante no caminho. Mas, hoje, ela quer te provar que é você quem domina os pensamentos e os sentimentos dela. Ela quer mostrar que ela pode ter bailado em outros braços, mas é nos seus que o encaixe é perfeito. Hoje ela não quer sair pra dançar. Hoje ela quer ser feliz, e com você.